Mostrando postagens com marcador casa de praia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casa de praia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Drew House - Seventeen Seventy

Descobri o escritório Anthill Constructions por acaso, fazendo pesquisa de materiais para um projeto em que estou participando, no fim das contas não tem nada a ver com que eu procurava, mas gostei demais dos projetos que eu vi!
Gosto muito de estudar técnicas construtivas, detalhamentos e acho que é preciso ter muito talento para ser criativo usando materiais técnicas e materiais industrializados, essa casa foi praticamente toda construída em Brisbane (próximo aos fornecedores e serviços) e numa e montada no terreno próximo a Grande Barreia de Corais a 500km de distância.
A casa foi projetada para a artista  fotográfica australiana Marian Drew que sempre teve como hábito viajar com a família e acampar próxima a área de Seventeen Seventy (nordeste de Queensland). O conceito principal da casa foi criar uma sensação de "camping de luxo", mantendo o máximo de contato com o entorno com o conforto de uma residência de veraneio.

A casa é organizada em três blocos, dois de dormitórios (separando as áreas íntimas) e um central de convívio conectados por um deck coberto. Dessa forma, a implantação favorece a dinâmica da casa em relacionar áreas internas e externas.
A foto no banheiro é um dos trabalhos de Marian


 Montagem dos pavilhões, dividir a casa em partes menores sem dúvida foi uma estratégia para permitir seu transporte até terreno.

 A cobertura do deck é feita por duas estrutura idênticas de madeira conectadas por uma telha metálica auto-portante. Outra vantagem da casa ser construída fora do canteiro é minimizar ainda mais a agressão ao entorno.
  

  A casa ainda usa aquecedor de água solar, painéis fotovoltáicos e captação de água de chuva.
Gosto bastante desse detalhe abaixo, da estrutura por onde corre a janela e se estende para fora da casa, lembra muito o trabalho do Glenn Murcutt, aliás, residências, materiais pré-fabricados, sustentabilidade... Acho que já demorou demais para eu escrever um post sobre ele.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Residência em Phillip Island

A residência projetada por Barry Marshall do escritório Denton Corker Marshall para sua família em 1997 na verdade não lembra nada uma casa, mas sim, conforme o discurso do arquiteto, "um abrigo anti-aéreo". É também uma das edificações que mais se mistura com a paisagem de que tenho conhecimento, dificilmente ela pode ser identificada a não ser pela sua fachada principal ou pelo alto, e curiosamente construída bem antes do atual modismo de coberturas verde.

A planta da casa é uma tira voltada para o patio central, que entre os morros está protegido do vento (no litoral da Austrália em geral venta demais, principalmente no sul, onde o clima é frio e o vento mais ainda!), mas o que eu acho interessante é que a casa tem tanto a privacidade do patio como as vistas privilegiadas para a paisagem natural da ilha.

Esse quarto me lembra bastante o brutalismo paulista dos anos 60, mas a planta e a relação do concreto com a paisagem natural, sem projetos de paisagismo prepotentes com coqueiros e afins, me lembra mais alguma dessas casas de praia construídas no Guarujá ou litoral norte de São Paulo nos anos 70, basta trocar o piso de granito por uma cerâmica vermelha (não seria uma má ideia nesse caso) e móveis em alvenaria (esse detalhe eu dispensaria).

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Residência em Narrabeen - Sydney

Faz tempo que não coloco uma casa no blog. Essa casa de dois pavimentos e 300m³ em North Narabeen foi projetada em 2009 e é bem interessante, a começar pela sua entrada, através de um longo corredor pela lateral da casa que dá acesso a um pátio central que organiza os ambientes e é o principal contato com o exterior no térreo. A intenção dos arquitetos Choi e Ropiha (na época do projeto eram os dois, agora eles tem mais um sócio, Fighera) foi retirar a porta de entrada da fachada da casa e criar uma espécie de antecâmara com o longo corredor diminuindo o contato do interior da residência com a rua, para dar uma sensação mais tranquila e sub-urbana a uma casa da cidade.
Porta de entrada
 Vista do escritório com o lago ao fundo
A casa foi construída numa área várzea e dá fundos para um lago, por esse motivo ela está bastante elevada em relação ao nível do solo, mesmo próxima ao lago a intenção é que o pátio seja a atração e o elemento principal de convívio no térreo, as vistas para toda a paisagem é mais privilegiada do andar superior. 
Planta Pav. Térreo

Planta Pav. Superior
O pavimento superior é recuado e não pode ser visto da rua, dando a impressão de uma casa térrea e dando a ele mais privacidade, além da vista mais privilegiada e mais silenciosa.


A opção por linhas retas, uso de madeira em tons claros no interior e pouca variação nos materiais e tons de cores foi intenção dos arquitetos para criar uma atmosfera calma e tranquila.
Em 2010 o projeto recebeu o prêmio da Timber Design Award na Austrãlia.

sábado, 19 de março de 2011

Letterbox House - Victoria



Ah, nada como ter um cliente que tope nossas viagens, né? Que tal ter como ponto de partida da casa seu primeiro elemento em contato com a rua: A caixa de correio.

A Letterbox House fica no estado de Victoria, próxima à praia de Blairgowrie e foi projetada pelo escritório de Melbourne McBride Charles Ryan, que tradicionalmente desenvolve projetos partindo de elementos e materiais simples que se transformam em formas extremamente arrojadas.


Nesta casa o ponto de partida é a caixa de correio que se estende e se amplia no resto do terreno como um funil invertido, o volume criado começa baixo e aumenta em altura para abrigar um andar superior, olhando pela lateral percebe-se claramente essa mudança de escala.
A fachada voltada para a parte interna do terreno possui forma esculpida nesse volume conectando o revestimento das paredes com o do deck, como se fosse uma onda quebrando e se abre para o quintal. A outra longa fachada é mais sóbria, reta em feita em ripado de madeira, chama menos a atenção à area dos quartos que requer mais privacidade. Esse contra-ponto nos dá a impressão de uma forma ortogonal original que foi descascada.

Plantas

Cortes

Vista da Rua

A casa foi selecionada para o World Architectural Festival de 2010 e recebeu o Residential Architectural Award no Melbourne Design Awards de 2010.


O painel externo de madeira é fixado por uma estrutura de madeira, aparente pelo lado interno

O interior é mais "comportado", mas ainda assim mantém  relação com a fachada dando a impressão que a casa foi esculpida

O alinhamento da madeira no piso é o mesmo nos painéis da fachada, reforçando a impressão de que é o mesmo elemento. 

Todas as fotos “gentilmente” retiradas do site do arquiteto